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Acolhimento, escuta e recomeço: mulheres compartilham histórias e fortalecem rede de apoio em Ananindeua

Mulheres atendidas pelos programas Patrulha Maria da Penha e Protege Mulher

23/03/2026 11h33
Por Rosane Linhares (PREFEITURA)

Realização da palestra “Mulheres que Florescem”.A tarde do último sábado (21) foi de escuta, acolhimento e, acima de tudo, esperança. A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social (SESDS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMED), promoveram a palestra com o tema “Mulheres que Florescem”, reunindo mulheres que carregam histórias de dor, mas também de superação.

O encontro teve como principal objetivo fortalecer mulheres atendidas pelos programas Patrulha Maria da Penha e Protege Mulher, além de acolher aquelas que já conseguiram romper o ciclo da violência e hoje retornam como inspiração para outras que ainda estão em processo de recomeço.

Mais do que uma palestra, o momento se transformou em uma verdadeira rede de apoio, onde cada fala carregava empatia, coragem e a certeza de que nenhuma mulher está sozinha.

Titular da SESDS, Renata Natividade.A secretária da SESDS, Renata Natividade, destacou o compromisso da gestão municipal no enfrentamento à violência contra a mulher e a construção de políticas públicas com propósito.

“Na nossa luta, na nossa bandeira, tudo é pensado com muito carinho e responsabilidade. Criamos o programa Protege Mulher, estruturamos um grupamento de proteção à mulher e colocamos uma mulher à frente desse trabalho. A Edilene é uma profissional comprometida, que veste essa farda todos os dias com propósito. E é assim que nós mulheres trabalhamos: com propósito”, afirmou.

Renata também chamou atenção para a urgência do tema e a necessidade de mudança cultural.

“Os casos de violência têm sido assustadores. O feminicídio nos causa medo. Nós precisamos dar um basta. E isso começa com diálogo, com conscientização e com união. Nós, como mães, temos o dever de educar nossos filhos para que sejam homens respeitosos. Precisamos romper com esse pensamento machista que ainda é estrutural na nossa sociedade”, ressaltou.

Ssubinspetora Edilene Vargem, coordenadora do Grupamento de Proteção à Mulher.A subinspetora Edilene Vargem, coordenadora do Grupamento de Proteção à Mulher, explicou que a ação foi pensada para fortalecer vínculos e promover troca de experiências entre as participantes.

“Estamos realizando uma roda de conversa voltada para mulheres que acompanhamos diariamente. São assistidas pela Patrulha Maria da Penha e do programa Protege Mulher, além de mulheres que já superaram a violência. Esse é um momento de acolhimento, escuta e fortalecimento, onde uma mulher ajuda a levantar a outra”, destacou.

Advogada, Alessandra Dias, conduziu uma palestra educativa.Durante a programação, a advogada Alessandra Dias conduziu uma palestra educativa sobre os tipos de violência doméstica e os caminhos legais para proteção das vítimas.

“Falamos sobre as violências que muitas mulheres enfrentam diariamente: física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Também explicamos como funcionam as medidas protetivas e a importância de buscar ajuda. Informação é uma ferramenta fundamental para proteger essas mulheres e romper o ciclo da violência”, explicou.

Kelry Brasil e o depoimento que emocionou o público.Um dos momentos mais marcantes foi o depoimento de Kelry Brasil, que emocionou o público ao compartilhar sua trajetória de superação.

“Eu já fui vítima de violência e consegui superar esse ciclo. Hoje estou aqui para trocar experiências e mostrar para outras mulheres que nós nunca estamos sozinhas. Sempre há alguém para nos apoiar e nos ajudar a recomeçar”, contou.

Kelry relembrou as dificuldades vividas, mas também celebrou as conquistas.

“Foi um relacionamento muito doloroso, mas hoje estou há três anos separada, reconstruí minha vida, estou prestes a me formar em pedagogia, trabalho na área da educação e vivo em paz. O programa Protege Mulher foi fundamental nesse processo. Me senti acolhida, protegida e fortalecida. Sou muito grata por isso”, disse, emocionada.

A iniciativa reforça que o combate à violência contra a mulher passa pela informação, pela rede de apoio e, principalmente, pela coragem de recomeçar. Em Ananindeua, ações como essa mostram que, quando mulheres se unem, o silêncio dá lugar à voz, e a dor, à esperança.