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Sisteminha Belo Amanhecer amplia produção de alimentos e fortalece segurança alimentar em Ananindeua
Segunda unidade inaugurada no município integra criação de peixes, avicultura, produção vegetal, compostagem e minhocultura
Por Moises Lima (SEMUPA)
A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Agricultura (SEMUPA), Inaugurou no fim de junho, o "Sisteminha Belo Amanhecer" já representa mais um avanço da política de segurança alimentar desenvolvida pela Prefeitura de Ananindeua. A segunda unidade do projeto integra um conjunto de 15 Sisteminhas que serão implantados no município, ampliando a produção de alimentos, a geração de renda e a autonomia das famílias beneficiadas.
A cerimônia de inauguração foi realizada no dia 30 de junho, no bairro do Curuçambá, reunindo representantes da Prefeitura de Ananindeua, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Embrapa, do Instituto Formação e demais instituições parceiras.
Desenvolvido como uma tecnologia social de produção integrada, o Sisteminha reúne cinco módulos estruturantes: tanque para criação de peixes, aves de postura, composteira, minhocário e produção vegetal. Os componentes funcionam de maneira complementar, permitindo o aproveitamento de recursos, a produção de alimentos e a geração de insumos para o próprio sistema.
Além de contribuir para a alimentação das famílias, a tecnologia possibilita a comercialização dos excedentes, abrindo caminhos para a geração de renda e para o fortalecimento da produção local.
Alimentação, autonomia e relação com a natureza
Patrícia Gentil - Diretora da Secretaria Nacional do MDS.Representante do MDS durante a inauguração, Patrícia Gentil explicou que o projeto procura ampliar o acesso a alimentos saudáveis, especialmente entre famílias e comunidades em situação de maior vulnerabilidade.
“A ideia é trazer o acesso e o autossustento de uma alimentação saudável para as famílias da localidade. Esse 'Sisteminha' faz parte de uma parceria do Ministério com a Embrapa e as prefeituras, dentro da Estratégia Alimenta Cidades”, afirmou.
Segundo Patrícia, o alcance da iniciativa não está limitado ao cultivo e à criação de animais. O Sisteminha também aproxima as pessoas da origem dos alimentos e pode funcionar como ferramenta de educação alimentar e nutricional.
“As pessoas produzem, colhem e levam esses alimentos para a mesa. Ao mesmo tempo, podem vender parte dessa produção e gerar sustento. É uma forma de conectá-las com a natureza, com a cultura alimentar da região e com as tradições das próprias famílias”, explicou.
Ela também destacou a possibilidade de envolver crianças e jovens no processo produtivo, promovendo conhecimentos sobre alimentação, sustentabilidade e valorização dos alimentos regionais.
Cinco módulos trabalhando de forma integrada
Vanessa Rafael - Coordenadora do Instituto Formação.A coordenadora do Instituto Formação, Vanessa Rafael, ressaltou que cada módulo cumpre uma função dentro da estrutura produtiva.
“Estamos entregando cinco módulos: tanque, aves de postura, composteira, minhocário e produção vegetal. Eles são estruturantes para promover segurança alimentar e também potencializar a renda das famílias”, explicou.
Para Vanessa, a implantação do projeto representa uma construção coletiva entre as instituições parceiras e as comunidades beneficiadas.
“É com muita alegria que o Instituto Formação participa de mais uma atividade do Sisteminha em Ananindeua, em parceria com a Embrapa, o MDS e a SEMUPA. Estamos contribuindo para a segurança alimentar e nutricional de diversas famílias”, afirmou.
Agrofloresta e circulação de recursos
Laiana Freitas (Lua) - Biomédica, agroflorestora, terapeuta integrativa.A unidade também dialoga com experiências comunitárias já existentes no território. Laiana Freitas, conhecida como Lua, é biomédica, atua com terapias integrativas e agrofloresta e integra o coletivo da Casa Florestal Ita e a rede de apoio às mulheres agroflorestoras do Pará.
Ela destacou que a chegada do Sisteminha amplia as possibilidades de integração com o sistema agroflorestal.
“Para nós, é uma alegria receber essa tecnologia, principalmente por representar mais uma possibilidade de geração de renda a partir da própria terra. Também poderemos utilizar o adubo produzido no Sisteminha dentro da agrofloresta”, explicou.
Segundo Laiana, a integração favorece a circulação de recursos dentro do território, reduz desperdícios e fortalece a autonomia comunitária.
“O sistema pode aumentar nossa capacidade de produzir alimentos de qualidade, comercializar e compartilhar essa produção com a comunidade. Isso fortalece tanto a alimentação quanto a nossa potência produtiva”, acrescentou.
Expansão para outras comunidades
Pedro Soares - Secretário Municipal de Pesca e Agricultura de Ananindeua (SEMUPA).O secretário municipal de Pesca e Agricultura, Pedro Soares, destacou que a inauguração do Belo Amanhecer representa mais uma etapa do processo de expansão da tecnologia em Ananindeua.
“Estamos muito felizes com a entrega da segunda unidade do Sisteminha. Esse projeto significa alimento na mesa, possibilidade de renda e mais autonomia para as famílias. É um trabalho construído com parceiros e, principalmente, com as comunidades que receberão e cuidarão de cada unidade”, afirmou.
Alex Rodrigues - Secretário Adjunto Municipal de Pesca e Agricultura de Ananindeua (SEMUPA).O secretário adjunto da SEMUPA, Alex Rodrigues, ressaltou que o trabalho não termina com a instalação das estruturas. As famílias beneficiadas também recebem orientação para o manejo dos módulos e acompanhamento técnico, fundamentais para que o sistema mantenha sua produtividade ao longo do tempo.
A proposta é que cada comunidade desenvolva sua própria rotina de produção, respeitando as características do território e utilizando a tecnologia para fortalecer a segurança alimentar, a autonomia e a comercialização dos excedentes.
Tecnologia social com impacto comunitário
Com a inauguração do Sisteminha Belo Amanhecer, Ananindeua avança na implantação de uma política que reúne produção de alimentos, assistência técnica, educação alimentar, sustentabilidade e geração de renda.
A integração entre peixe, ovos, hortaliças, compostagem e minhocultura permite que resíduos de uma etapa sejam aproveitados em outra, criando um ciclo produtivo adaptável a pequenos espaços.
A implantação das 15 unidades deverá ampliar a presença dessa tecnologia em diferentes comunidades urbanas, periurbanas e rurais do município, fortalecendo iniciativas locais e aproximando as famílias do processo de produção de seus próprios alimentos.
Com duas unidades já entregues, a expectativa é que a implantação das demais estruturas continue ao longo dos próximos meses, ampliando o alcance da tecnologia social em diferentes comunidades de Ananindeua e fortalecendo a produção de alimentos saudáveis no município.