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Segunda unidade do Sisteminha avança no Curuçambá e fortalece a participação da juventude na agricultura familiar
Por Moises Lima (SEMUPA)
A construção da segunda unidade do Sisteminha em Ananindeua segue avançando no bairro do Curuçambá. O espaço integra um conjunto de 15 unidades que estão sendo implantadas no município por meio da parceria entre a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Agricultura (SEMUPA) e Embrapa.
Piscicultura, avicultura, horticultura, compostagem, minhocário e produção de bioinsumos.Acompanhada pela equipe da SEMUPA no último dia 11 de junho, a obra representa mais uma etapa de um projeto que busca ampliar a produção de alimentos, fortalecer a segurança alimentar e promover geração de renda em comunidades urbanas e periurbanas do município.
Desenvolvido pela Embrapa, o Sisteminha é uma tecnologia social que integra diferentes formas de produção em pequenos espaços, reunindo piscicultura, avicultura, horticultura, compostagem, minhocário e produção de bioinsumos. O modelo permite o aproveitamento eficiente dos recursos disponíveis, incentivando a produção sustentável de alimentos para consumo e comercialização.
No Curuçambá, a implantação da segunda unidade ganha um significado especial por estar vinculada à Casa Florestal Ita, iniciativa coordenada por jovens lideranças comunitárias que atuam nas áreas de agroecologia, segurança alimentar, arte e cultura.
Kristiele Serrão - agricultora e artista.À frente do projeto está Kristiele Serrão, artista, agricultora e coordenadora da Casa Florestal Ita. Segundo ela, a chegada do Sisteminha fortalece um trabalho que já vem sendo desenvolvido com a juventude do território.
“A gente trabalha para aproximar os jovens da agricultura familiar e mostrar que esse conhecimento também faz parte da identidade da comunidade. O Sisteminha amplia essa possibilidade porque traz tecnologia, novas ferramentas e novas formas de produzir alimentos. É uma oportunidade de mostrar que tradição e inovação podem caminhar juntas”, destaca.
Para Kristiele, a iniciativa contribui para despertar o interesse das novas gerações por práticas ligadas à produção de alimentos, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a conhecimentos relacionados à piscicultura, criação de aves, compostagem e produção de biofertilizantes.
Pedro Soares - Secretário de Pesca e Agricultura (SEMUPA).O secretário municipal de Pesca e Agricultura, Pedro Soares, destacou que o projeto vai além da construção de estruturas físicas.
“Estamos investindo em uma tecnologia que produz alimento, fortalece a segurança alimentar e cria oportunidades para as famílias. O mais importante é ver a juventude participando desse processo, ocupando espaços de protagonismo e ajudando a construir o futuro da agricultura familiar em Ananindeua”, afirmou.
A primeira unidade do Sisteminha já está em fase avançada de implantação e outras estruturas seguem sendo construídas em diferentes comunidades do município. A meta é concluir as 15 unidades previstas, ampliando o acesso à tecnologia social, à assistência técnica e às oportunidades de produção sustentável.
Com a participação da Embrapa, da Prefeitura de Ananindeua e das comunidades envolvidas, o Sisteminha vem se consolidando como uma importante estratégia para fortalecer a agricultura familiar, promover autonomia produtiva e estimular o desenvolvimento local por meio da produção integrada de alimentos.
Mais do que produzir peixes, hortaliças ou ovos, a iniciativa busca cultivar conhecimento, pertencimento e novas perspectivas para as comunidades atendidas, especialmente para os jovens que enxergam na agricultura uma oportunidade de transformação social e construção de futuro.